quarta-feira, 21 de agosto de 2013

E como tem

Têm coisas que seria melhor não lembrar, não ver, não saber. Têm coisas que deveriam ser esquecidas, deixadas, espantadas. E como têm. Aquelas que te fizeram mal, que te fazem mal. E como têm... Como há coisas estranhas nessa vida, não? Coisas estranhas, surreais, inimagináveis. E... como têm? Coisas frescas, intocáveis, suplementares. E como têm! Como hoje em dia as coisas estão ágeis, e ao mesmo tempo, tão frágeis?! Como nos tornamos assim? Cheios de expectação e com tão pouca ação. Algumas pessoas mantêm e outras não têm? Como não têm? Como pode ter tanta confusão em um só coração? E como têm!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Eu não tive culpa. A rotina nos venceu. Foi bonito, foi bom, mas se tornou saudade. Eu sabia desde o começo que não iria durar muito tempo. Mas você me fez arriscar. E agora não há nada que eu possa fazer, ou você. Quilômetros nos separam, mesmo que o meu coração diga o contrário, mesmo que eu te sinta aqui, bem pertinho, do lado esquerdo do meu peito. Não posso lutar contra isso. Não posso largar tudo que tenho aqui - família, amigos, responsabilidades - por você, mesmo que eu queria. E sei que você não pode fazer o mesmo. Quem sabe, um dia, a vida me leve pra perto de você ou te traga pra perto de mim. Mas por enquanto, precisamos aprender a conviver com a saudade que um faz pro outro. Precisamos entender que a vida, o destino ou sabe se lá o que, quis que fosse assim. Embora, eu quisesse que fosse diferente. Certa estava mamãe quando me disse que querer não é poder. Mas mesmo não podendo, continuo te querendo.
— Querido John

Despedidas

Só de ouvir a palavra despedida já dói, não é? Despedida é a saudação no momento em que pessoas se separam. Há aquela despedida em que sabemos quando nos veremos novamente. Em que se tem certeza de que não é para sempre. E tem aquela que dói, dói muito mais que qualquer outro tipo de despedida. Dói mais ainda quando não há despedida, e não haverá jamais. E sempre devemos estar prontos para elas.  

sábado, 10 de agosto de 2013

...

Hoje eu chorei, não porque eu te amo descontroladamente. Chorei porque nós dois nunca vamos ser um casal, nunca vamos sair pra tomar sorvete de mãos dadas e nem se beijar no final da aula. Nós dois juntos parecia tão certo, mas não. Não, porque a única que amou fui eu.

Por: Caroline Campos

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Nós



   Eu queria escrever sobre você, porém não posso. Tudo o que sei é o que todos sabem; e se eu te descrevesse você mesmo descobriria. Eu não quero por tudo por água a baixo, queria que com você fosse diferente. E será. Estarei te esperando, e quando você vier, espero que tudo volte ao normal. Não ao verdadeiro normal, mas ao “nosso” normal. Olha ai, eu aqui mais uma vez dizendo “nosso”... Mas o que fazer, quando apenas penso em nós? Em nós... Apenas nós...

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Déjà vu

Como se tudo isso já tivesse acontecido antes. Mas eu não quero sentir tudo outra vez. Não quero presenciar momentos que já vi. Não quero partilhar dessa ilusão novamente. Como se eu voltasse no tempo. Mas eu não quero voltar. Não quero sentir toda aquela pressão mais uma vez. Não quero todos me olhando como se tudo fosse novo. Pois eu sei que nada mais é novo, e apenas eu sei. Como se eu lesse uma história duas vezes. Mas eu não quero ler novamente. Não quero lembrar os detalhes. Não quero saber o fim da história. Como se tudo isso já tivesse acontecido antes. Como se tudo isso fosse apenas mais um déjà vu. Como se eu já não soubesse como isso acaba.