domingo, 31 de março de 2013

Saiba


   Não fique esperando a oportunidade “certa”, faça o que tem vontade e se obter resultado positivo, parabéns, caso contrario, tente novamente. Renove-se. Esvazie o pensamento, não se confunda, pois às vezes o que fazemos por impulso é melhor do que se pensarmos antes. Mas cuidado, a ilusão é algo doce, te engana fácil e te deixa de maneira inesperada. Não se estresse, erros são cometidos diariamente e são normais, mas se o dano causado por ele for grande, não tenha vergonha. Errar é humano. Ajoelhe-se, peça perdão. Imaginar ajuda também sabia? Conheça o “inimigo” e saiba quais são seus pontos fracos, assim fica mais fácil conquistá-lo. Lembre-se, esquecer o passado ajuda no impulso. 

"outra opção"


Cômico essa sua mudança de humor não?! Hora se entrega, hora despreza. Não consigo entender... Será raiva ou “outra opção”? Sei que há pessoas “desinteressadas”, mas a esse ponto é de se desconfiar... É admirável seu comportamento egoísta e inexplicável sua desonra. Mas saiba que acima de tudo, com o tempo você verá como é bom ficar aos prantos... 

sábado, 30 de março de 2013

Hoje percebi


   Hoje eu percebi que sinto sua falta. Não como um alguém que não aprecia um bom vinho há tempos, mas como a flor precisa de água para sobreviver. Ver seus olhos, ouvir tuas risadas e sentir teu perfume. Três maravilhosas coisas que faço sem nem que você imagine o tanto que me fazem bem. Algumas das coisas que me fazem falta no dia-a-dia... Apenas conversar contigo já me deixa feliz, você me faz feliz. E confesso, não vejo a hora de te encontrar!

sexta-feira, 29 de março de 2013

Mudar


   Pessoas dizem que não devemos esperar mais, querer mais, que a vida é bela do jeito que está e blá blá blá. Dizem que tudo o que temos a fazer é agradecer pelo que temos e nada mais. Coitado de quem pensa assim, viver sempre do mesmo jeito, não tem ânsia de poder melhorar. Não gosto de rotinas, das mesmas coisas sempre. Tudo precisa mudar de vez em quando. Ampliar a percepção. Mudanças é o que todos nós precisamos. Não podemos mais continuar do jeito que estamos. 

quarta-feira, 27 de março de 2013

Ilude e desampara


   De vez em sempre nossa própria mente nos confunde. Primeiro cria expectativas surreais, praticamente impossíveis. Depois te joga no chão e te diz que nada vale à pena, pois ali não há simplesmente nada. Brinca conosco sempre dessa maneira. Ilude e desampara. Ilude e desampara. Ilude, depois desampara. Algo incrível... Deve ser mesmo da natureza humana, porque não há motivos para sermos maus dessa maneira. Algumas vezes nos entregamos de corpo e alma e recebemos tanta antipatia. Tanta amargura... Direto do coração, lá do fundo, por medo de magoar o próximo e principalmente a si mesmo. “Ninguém é frio por opção, e sim por decepção”. É bom parar de pensar apenas no hoje, temos de pensar no futuro também. Talvez hoje essa seja a melhor opção, mas e amanhã? Já parou pra pensar nisso? Como será nossa vida sem o que perdemos hoje? Uma pedra no caminho te derruba, mas também te fortalece! E mesmo que seja difícil dizer “adeus”, é necessário. Nada é eterno, isso é fato. Não existe o tal “amor eterno” ou “amizade eterna”. Nada é suficiente para ser eterno. Sempre tem um final, um caminho diferente. Porque nem sempre a história termina em “viveram felizes para sempre”.

segunda-feira, 25 de março de 2013

"Não gosto de você"


“Olho pela sacada da minha casa e vejo você chegando. Corro para o enorme espelho do meu quarto e repito em mantra: eu não gosto dele, eu não gosto dele, eu não gosto dele... Dessa vez quero acertar, por isso combinei comigo que, apesar de estar morrendo por você, não gosto de você... Meu coração dispara, mas eu mando ele parar. Estraguei todos os meus relacionamentos de tanto que meu coração dispara. Dessa vez quero acertar, dessa vez quero que alguém fique comigo ao menos um mês sem me achar louca. Cansei de sempre ser a garota louca que espanta todo mundo... Chega. Dessa vez vou acertar. Não vou chorar na sua frente porque acho um absurdo estar viva... Não vou beijar sua nuca no meio da noite e gostar de você como naquela canção do Legião, que diz que é como se não houvesse amanhã. Eu gosto das pessoas pelo prazer de gostar e não porque deu tempo de gostar delas. E ninguém entende nada. E todo mundo se assusta. Mas prometo ser uma mulher normal dessa vez... Você me salvou. Eu não aguentava mais pensar nos mesmos caras que eram sempre os mesmos caras.Você é novinho em folha e eu sou louca por você. Mas tudo isso eu não te conto pra você não achar que eu sou louca. Chega. Dessa vez vou fazer tudo certo... Porque dessa vez vou fazer tudo direito. Chega. E você nem sonha que eu sou meio bipolar, quero ser mãe e acredito no amor da vida. Acredito no amor pra sempre. Acredito em alma gêmea. Você nem sonha com essas coisas porque só conversamos coisas leves e engraçadas. Chega de ser a louquinha intensa... E eu corro no espelho de novo e repito cem vezes que não gosto de você. Não gosto de você. Não gosto de você. Porque se eu gostar de você, eu sei que você vai embora. E eu simplesmente não aguento mais ninguém indo embora. Porque nessa vida maluca só se dá bem quem ignora completamente a brevidade da vida e brinca de não estar nem aí para o amor. E eu preciso me dar bem e por isso ignoro minha urgência pelo amor. Porque, se você sentir urgência em mim, vai é correr urgente daqui. Chega... Estou morrendo de vontade de ser eu, mas ser eu só tem me feito perder e perder. E eu quero ganhar. Só dessa vez. Chega... Vive um dia e já está bom. Depois eu demoro semanas pra me levantar, mas pelo menos fui intensa e vivi um dia. Mas não aguento mais nada disso. Quero viver uma história... Tchau. Peço pra você ir embora. E você jura que eu não estou nem aí pra você. Melhor assim. Dessa vez quero fazer tudo certo. Chega de fazer tudo errado. E eu te espio da janela, indo embora. E quero berrar o quanto gosto de você... Chega. E se você não se apaixonar por mim mesmo com todo esse teatro de moça banal que eu estou fazendo, vai ser a prova de que eu precisava pra saber que você realmente vale a pena.”

domingo, 24 de março de 2013

Apenas aguente


   Independente do dia, mês ou ano, a vida vai complicar pra você. Ela vai te testar, brincar com você. Vai te derrubar e depois te por pra cima. Você vai descobrir que nem todos estão dispostos a te ajudar como imagina, e mesmo assim, pessoas vão pisar em você. Com o tempo você descobre que ninguém é de ninguém, e que a vida SEMPRE vai seguir, independente da maneira, da sua vontade. Ela vai, sem rumo. Esteja triste, animado, nervoso ou alegre, ela não para ou deixa de te dar forças. Apenas muda. Não serão pequenas pedras que vão te tirar de cena. E mesmo que já se passaram muitas, pense que elas apenas te fortaleceram, e que estão te preparando para as demais. Apenas aguente, você consegue. Pois saiba que o final valerá à pena. 

sexta-feira, 22 de março de 2013

Saudade

   Saudade de tudo que já se passou
   de tudo que ainda não vi
   do que tenho e do que jamais terei. 

   Saudades do meu amor
   Meu amigo
   Do colo do meu inimigo.

   Saudade daquela amizade
   Da nossa felicidade.

   Saudade do cheiro da saudade...

   

quarta-feira, 20 de março de 2013

Como é amar?


   “Houve um tempo em que eu acreditava em tudo. Em mentiras, em promessas, em destino feito por nós mesmos, em estrelas cadentes, em sorte e azar. Mas uma pessoa mudou isso em mim. Mudou o que eu pensava sobre tudo, minha visão sobre o mundo. Mudou meus planos, meus princípios e verdades, meus desejos e vontades. Mudou minha vida, me mudou. Eu acreditava que nós fazíamos o que quiséssemos, mas aprendi que nada é por acaso. Tudo acontece por uma razão. Ele era uma pessoa comum, no início. Não era importante, não fazia falta, mas isso mudou, e talvez tenha sido a melhor coisa que já me aconteceu… Eu passava por ele, na rua ou em qualquer outro lugar e o cumprimentava apenas por educação. Era quase todo dia, em quase todo lugar que eu já havia me acostumado com sua presença. É assim que uma amizade começa, mas não foi assim que terminou. Dávamos-nos as mãos, como um gesto simples de carinho, que para nós era comum. Abraçávamos-nos sem malícia. Conversávamos sobre toda e qualquer coisa. Frequentávamos um a casa do outro, sempre. Todos comentavam e estranhavam, mas nós não nos importávamos. Certo dia, depois de tantas conversas, ele me perguntou algo que nunca havia perguntado. Me assustei, não com a pergunta, mas com a forma como perguntou. Ele costumava falar num tom de voz baixo, mas sussurrou a pergunta, com a cabeça baixa, sendo que tinha o costume de olhar nos olhos da pessoa com quem conversava, quem quer que fosse ela. Ele me perguntou se eu já havia amado alguém. Era estranho, pois não havia nada que ele não soubesse sobre mim, pensava eu. Apesar de estar espantada, minha resposta foi sincera e tímida. “Não”, eu disse, observando seu rosto. Ele gemeu alguma coisa que eu não entendi. Eu o observei por alguns longos minutos. Queria que aquela imagem ficasse para sempre em minha memória. Quando foi que eu olhei para ele assim? Quando foi que eu procurei imperfeições nele, e não encontrei? Como é que eu nunca notei a pinta que ele tinha no queixo, suas sardas claras, o formato de sua boca ou a mistura de verde e caramelo que seus olhos tinham? Como foi que eu nunca notei sua beleza? Ele era lindo. Incrível e absurdamente lindo. Queria ficar ali, para sempre, olhando-o sob a luz clara do crepúsculo. Suas bochechas coraram, e eu percebi que aquele silêncio já estava constrangedor. Foi difícil ir embora, mas eu fui. Quando cheguei em casa, naquela noite, subi as escadas sem hesitar na porta e fui direto ao quarto. Imersa em pensamentos, deitei na cama, afundando o rosto no travesseiro. O que estava acontecendo comigo? Senti a necessidade de ouvir a resposta de alguém. Do meu melhor amigo, talvez. Peguei o telefone e disquei o número sem hesitar. Ele atendeu rapidamente, com a voz rouca. Eu não disse nada. Algo na voz dele me imobilizou. Ele também não disse nada. Até o som do silêncio eu podia ouvir; era constrangedor. Eu quase pude ouvir seus pensamentos, junto a sua respiração. Queria perguntar mil e uma coisas, mas um nó se formou em minha garganta. Depois de alguns minutos, consegui falar. “Como é amar?”, perguntei num sussurro fraco e rouco. Foi meio estranho perguntar. Um silêncio cruel e doloroso preencheu o ar. Queria acreditar que o som que rompeu esse silêncio, não era o som de suas lágrimas. Alguns outros minutos de silêncio se seguiram. “Ouvi falar que é estranho. E realmente é…”, ele começou. Esperei. “Ouvi falar que a gente perde o chão, que é como se um abismo tivesse se aberto abaixo dos pés…”, completou. Ele parecia mais seguro agora. “E é assim?”, perguntei. “Comigo foi diferente. Foi como se, pela primeira vez, o chão estivesse ali. Como se eu soubesse que poderia caminhar sem que nada me derrubasse.” Fiquei em choque, sem conseguir dizer muito. “Quem é ela?”, me arrependi de ter perguntado. Ele soltou um suspiro pesado. Pude sentir a dor dele. Nós tínhamos algum tipo de conexão. Se ele sofria, eu sofria também e vice-versa. Não tinha como evitar. Silêncio. Novamente. Mais um suspiro e percebi que ele não responderia. Enfim, ele desligou. Meus joelhos cederam e as lágrimas escorriam pelo meu rosto. Não tentei controlar, apenas voltei para a cama e abracei meu travesseiro. Percebi, então, que não era o travesseiro que eu sentia a necessidade de abraçar. Eu não tinha idéia do que estava acontecendo comigo. Queria tê-lo por perto, para que ele pudesse me abraçar e confortar, com uma intensidade que nunca desejei antes. Eu já estive apaixonada antes, mas nunca foi assim, tão forte que me fez chorar. A vontade de tê-lo comigo, quase me fez levantar imediatamente e ir atrás dele. E então eu adormeci. No outro dia, acordei com olheiras profundas e pesadas. Havíamos combinado que nos veríamos nesse dia, como de costume. Eu estava tão feliz, tão animada com a idéia de que veria ele novamente que, depois de passar horas em frente ao espelho, achei que estava realmente bonita. Mas ele não apareceu. Esperei por alguns minutos. Nada de ele chegar. Eu não conseguia acreditar que ele não estava ali. Só conseguia pensar que alguma coisa tinha acontecido. Ele não teria esquecido, nem tampouco feito para me magoar. Liguei para ele. Ele não atendeu. Estava começando a me preocupar, então liguei na casa dele. Sua mãe atendeu, e me disse que ele havia saído algumas horas atrás; nervoso e sem dizer para onde ia. Só havia dois lugares para onde ele ia quando estava nervoso. Para a minha casa ou para um prédio abandonado, onde ele gostava de ir para pensar. Se ele não estava comigo, ele só poderia estar lá. Fui até lá, sem pensar em outras hipóteses. Quando cheguei me senti aliviada por encontrá-lo. Ele estava de costas e não me viu. Queria me aproximar e perguntar o que estava acontecendo, mas não disse nada, apenas fiquei parada, olhando para ele. Ele ficou de pé, depois se virou para mim. Seus olhos estavam cheios de lágrimas. Era quase impossível controlar o impulso de sair correndo e abraçá-lo. Quando dei alguns passos à frente, ele ergueu a mão direita, como se estivesse pedindo que eu parasse, e então parei. “Não podemos mais nos ver”, sussurrou, tão baixo que foi difícil ouvir. Talvez tenha sido difícil pelo fato de eu não querer ouvir. Demorei alguns longos minutos para digerir aquelas palavras e a forma como ele disse num tom de voz frio e rude. “Você não me verá mais. Eu prometo”, continuou, com o mesmo tom de voz. “Não! Por favor, não!”, tentei gritar, mas o nó que se formou em minha garganta impediu que minha voz saísse no tom de voz que eu queria. Disparei em sua direção, envolvendo-o em meus braços com a maior força que pude. Eu estava chorando. Ele não disse nada, e eu daria tudo para saber o que ele estava pensando. “Por favor, não faça isso”, sussurrou com a voz rouca, entre soluços pesados. Eu não tinha idéia do que ele queria dizer, mas não me importava com quaisquer que fossem suas intenções. Eu não me afastaria dele. Então seus joelhos cederam e ele caiu ao chão, junto aos meus pés. “Me diga o que aconteceu, quero te ajudar, por favor, deixe-me ajudá-lo”, eu disse, baixo, mas ele ouviu. Ele não me respondeu, e ainda soluçava. “Eu preciso que você me diga”, insisti. Ele se levantou com muito esforço, olhou em meus olhos e segurou minhas mãos com força. Alguns minutos se passaram até que ele falasse. Meu coração parou por um instante, depois acelerou desesperadamente. Se um coração ao se partir emitisse algum som, acho que aquele era o som. As palavras que se seguiram, como o som de um vidro ao quebrar, ecoavam em minha mente. “Eu…”, hesitou por alguns segundos “… amo você. É por você que eu ainda estou vivo, mas acho que isso já é meio óbvio. Eu lhe peço, que, para o seu melhor, se afaste de mim”. Já se sentiu como se tivesse muitas coisas para falar e mesmo assim não conseguisse dizer nada? Eu estava assim. Perplexa. Paralisada. Imóvel. Então era a mim que ele amava? Desde quando? Como? Ele pareceu entender meus pensamentos, pois respondeu rapidamente. “Eu não sei como ou quando aconteceu, mas aconteceu, e agora eu estou aqui, te envolvendo cada vez mais nisso e te pedindo para se afastar de mim. Será melhor para você”. Por quê? Por que ele estava dizendo aquilo? Inspirei e expirei algumas vezes, para me acalmar. Não adiantou. “Você não quer isso… Se afastar de mim. Você não quer…”, consegui, enfim, dizer. Não era uma pergunta. Ele virou o rosto, sem conseguir fitar meus olhos outra vez. “Não…”, sussurrou. “… e talvez esse seja meu lado masoquista”. Não queria que ele se sentisse daquele jeito, queria fazer alguma coisa para acabar com a dor dele. Por que eu senti vontade de correr e saltar daquele prédio? Por que meu coração doía tanto? Por que eu estava me sentindo daquele jeito? O que eu estava sentindo, afinal? Abracei-o com força, mas ele lutava para se desprender de meus braços. Eu queria mantê-lo para sempre ali, aninhado em meu peito, para tentar acalmá-lo e desejei que ele nunca fosse embora. A idéia de sua partida me fez derramar lágrimas, novamente. “Eu nunca vou te deixar, nunca! Entendeu seu idiota? Não vou deixar você ir assim”. Ele não fez piada daquilo, mas parou de lutar. Olhou em meus olhos, o que me fez tremer. Segurou meu rosto entre as mãos, acariciando-o por um instante, depois aproximou seu rosto do meu. O contato de nossas peles me fez tremer. Segundos depois senti seus lábios nos meus; eram quentes e doces. O sabor mais doce entre todos os beijos. Não queria que aquele momento acabasse nunca. E quando se afastou, forçou um sorriso e disse, com a voz fina e baixa, “adeus”. Não o vi sair, minhas pernas prenderam-me ao chão. O que estávamos fazendo? Não devíamos ter feito aquilo, não era certo. Eu não deveria ter gostado daquele beijo. Nos dias que se seguiram, não nos falamos. Quando eu telefonava, ele não me atendia e, quando fui até sua casa, não havia ninguém. Pouco menos de uma semana após sua confissão, uma notícia me abalou. Eu estava em casa, pensando em onde ele poderia estar, quando minha mãe veio conversar comigo, com os olhos cheios de lágrimas e uma expressão de dor. Tentei imaginar o que era, e quando ela me disse, senti muitas coisas ao mesmo tempo. Dor, surpresa, preocupação, saudade, e mais dor. Foi um impacto muito forte. Disparei pela porta e, sem pensar duas vezes, fui direto ao Hospital, onde, segundo ela, ele estava. Quando cheguei, o desespero me dominou. Eu já não sabia o que pensar, ou o que deveria fazer, mesmo assim entrei. Tentando me controlar, fui até a recepção e perguntei por ele, dando à recepcionista seu nome. Ela me indicou o número do quarto e disse que talvez ele não pudesse receber visitas. Não me importava, eu precisava vê-lo. Procurei o quarto, e, assim que o encontrei, bati na porta. Ninguém abriu. Bati novamente e abri a porta. Ainda sem entrar, olhei o quarto e não havia ninguém além dele. Entrei. Ele estava lá, de costas para mim. Esperava que ele estivesse acordado, então ele se mexeu. Ele olhou por sobre o ombro, depois abaixou a cabeça novamente. “Sabia que não demoraria a me encontrar”, disse, com a voz mais baixa que de costume. “Por que você está aqui?”, perguntei. “Muitos motivos…”, sua voz falhava. Fui até ele e me sentei a sua frente, para que conseguisse ver seu rosto. Ele me olhou por alguns segundos, depois fechou os olhos. Seu corpo estava cheio de hematomas, manchas escuras. Talvez ele não quisesse me dizer, mas eu precisava que ele me dissesse. “Você não está bem, não é?”, perguntei, sabendo que a resposta era não. Ele abriu os olhos e sorriu. Seu sorriso acendeu uma espécie de calor em mim, como se aquilo fosse parte vital de mim. Dei a volta na cama e me deitei ao seu lado, pondo a mão em sua cintura. Ele segurou minha mão e, assim que o fez eu percebi que sua pele estava muito fria. Pude perceber, também, que ele respirava com dificuldade. Eu não queria acreditar no que estava acontecendo. “Eu vou morrer”, ele disse num tom de voz totalmente frio. Eu estava chorando, de novo. “Não, você não vai. Não vou deixar isso acontecer”, tentei dizer, lutando para engolir o nó em minha garganta. Ele riu, o que me fez chorar ainda mais. “Você terá que aprender a viver sem mim garota…”, percebi que ele estava sorrindo, como se achasse graça de tudo que estava acontecendo. Aquilo me irritou um pouco, mas não disse nada. Seu corpo enrijeceu por um momento, depois tremeu, o que me assustou um pouco. “Isso é normal”, ele disse, como se tivesse lido meus pensamentos outra vez. “Foi por isso que você pediu que para que eu me afastasse de você?”, perguntei. Ele não respondeu. Seu silêncio era constrangedor. O único barulho que podíamos ouvir, era o dos aparelhos ao seu lado. “Vou sair daqui amanhã”, disse ele, depois de tanto tempo em silêncio. Quase me animei. “Quero ir para casa, ficar perto da minha família”. Esse foi o término do meu ânimo, quando entendi o que ele queria dizer. Não questionei, apenas o abracei com mais força. E foi assim que aquele dia se seguiu. Fiquei com lá até um pouco depois de ele ter adormecido. Eu chorava só de olhar para ele, só de pensar em perdê-lo. Sua mãe estava lá também e, por esse motivo, consegui ir para casa. Eu não pensava em mais nada, o dia todo. Eu só saía daquele Hospital quando ia para casa, à noite. Não conseguia imaginar minha vida sem ele. No dia que ele foi para casa, todos foram ao Hospital. Amigos, familiares, conhecidos, etc. Muita gente gostava dele, ele era uma pessoa muito especial. Ele teve um pouco de dificuldade para caminhar até o carro, e sua mãe estava ao seu lado, como apoio. Ver aquela cena me fez perceber o quanto eu o amava, o quão importante ele era para mim e o quanto eu queria que ele ficasse. Quando ele voltou para casa, quase nada havia mudado entre nós. Era quase como antes, nós ainda xingávamos um ao outro, discutíamos sobre seu gosto musical e ele ainda criticava meu cabelo cobrindo meu olho. Era bom vê-lo comigo, fazê-lo sorrir enquanto podia. Eu sentia como se tivesse um prazo de vida. Não só da dele, mas da minha também. Parecia que não existia vida sem ele. Acho que fomos “levando” a situação. Um dia, depois de eu ter criticado bastante a música que ele estava ouvindo, ele parou, me olhou e sorriu como na noite em que eu descobri que o amava. “O que foi?”, perguntei constrangida. “Vou sentir sua falta, onde quer que eu esteja”. Retribuí o sorriso e, por mais que já estivesse me acostumando com as lágrimas, senti meu coração apertar com cada lágrima que eu derramava. Na manhã seguinte recebi um telefonema de sua mãe. Ele havia piorado, e foi levado novamente para o Hospital. Fui até lá assim que soube. Quando o vi, meu coração disparou. Ele mal conseguia falar, então não exigi esforços dele. Fiquei sentada ao seu lado, falando com ele, sem esperar resposta. Eu estava falando com ele, sobre coisas do nosso passado, quando ele me interrompeu. “Você fica linda quando prende o cabelo”, disse ele, sorrindo. Sabia que ele havia reparado em meu cabelo, só não esperava que ele falasse disso. Reprimi o riso e apenas sorri para ele. Ele segurou minha mão e a apertou, usando a maior força que pôde. Beijei sua testa, depois seus lábios. Ele sorriu. Ele me pediu para que eu cantasse uma música para ele e, apesar de eu não gostar daquele estilo de música, sussurrei-a em seu ouvido. Então ele fechou os olhos… e nunca mais os abriu. Ele faleceu naquela noite, em meus braços. Parece horrível, eu sei, mas para mim não foi. Foi como se eu o estivesse ninando durante a noite, e ele estivesse num sono profundo. Eu sei que ele estava feliz em meus braços, e eu estava feliz também. Foi difícil para mim, deixá-lo ir, mas agora é como se ele nunca tivesse partido. E quando me perguntam onde é que meu amor está, eu sempre respondo a mesma coisa: “Independente de onde ele estiver, ele está esperando e olhando por mim, e nosso amor estará para sempre vivo nos corações daqueles que fizeram parte dessa história. Eu sinto que ele ainda está em mim, e para sempre estará”.”

terça-feira, 19 de março de 2013

A gente é assim

   Querendo ou não, a gente é assim mesmo. Se alimenta de esperanças sobre algo que não tem nenhuma chance de dar certo. Se alimenta de amores inexistentes e de palavras que não dizem nada. Somos assim. Criamos coisas nas nossas cabeças. Ilusões e mais ilusões pra fugir da realidade que nos quebra e nos destrói pouco a pouco, todos os dias. 

segunda-feira, 18 de março de 2013

O que é de fato mais importante


Leva-se algum o tempo para perceber... O que é de fato mais importante. Às vezes enxergamos melhor de longe, ou não?! Mas... O que vale são nossas descobertas e essas são apenas algumas, somos eternos aprendizes. Poder sentir, estar, desejar, amar, rir, chorar, viver... é uma dádiva divina. E isso é compartilhado com pessoas que nos permitem ir além... Nossa Família é uma base, a qual nada pode destruir independente, é fato, é nossa história; é nossa Vida! E quando construímos a nossa, gostaríamos de ler isso de futuras gerações. Ter amigos é entender que não somos nada sem eles! Lembrar das coisas mais bobas e se sentir feliz por ter vivido aquele dia com pessoas tão incríveis! E sem fé é impossível se chegar a lugar algum... Sabe é muito bom quando você passa a perceber o que dá um sentido especial na sua vida... Compreender o que te faz feliz, se sentir alegre com a felicidade alheia, estamos longe de fato, mas não há distancia que nos separe de quem se ama, isso quer dizer saudades, ter independência tem seu preço e seu valor, onde o melhor lugar do mundo é sua casa, seja um castelo ou  uma casa pequenina, não importa, perseverança é o que nunca deve faltar, porque sempre há uma luz no fim do túnel, e quem disse que sonhar é para tolos? Sonhar é arte dos sábios, o descuido te afasta de seus amigos mas isso não faz eles deixarem de ser seus bons e velhos amigos, entender que precisamos perdoar e muitas vezes ser perdoado. É preciso ter coragem para prosseguir e determinação para superar cada momento difícil, e o melhor, não estamos sozinhos, tem alguém que não te deixa cair ou se cair te dá forças para levantar. Esse é Deus na nossa vida. Saber disso é fácil, mas, compreender e melhorar nossas atitudes exige mais de nós mesmos.

domingo, 17 de março de 2013

Eu só queria


Eu só queria que você se importasse comigo, sentisse minha falta, ficasse com saudades do meu perfume, querendo escutar minha voz. Queria me olhasse em meus olhos, querendo dizer algo somente pra mim... Queria que me abraçasse de repente, que me pedisse uma música ou algum poema. Eu queria ser importante pra você. Só queria que você me amasse.

Amar é


Amar não é ser eterno. Amar é ser intenso, verdadeiro, fiel, principalmente interno, amor que se sente lá no peito, mas que também se demonstre... Amor que permita sentir ciúmes e carinhos, beijos e abraços, brigas e amassos, a saudade e aquela ansiedade. Amar é como se ter uma pedra preciosa e brilhante, você sempre quer ela por perto, que é sua, sempre sua, somente sua. Amor não é apenas uma palavra, é um sentimento, ou mais que isso, amor é querer construir uma só vida, contar mais e mais histórias. Amar é um dom. Amar é como voar, onde estamos sempre procurando um lugar para pousar.

sábado, 16 de março de 2013

Amigos


Amigos. Há quem diga não precisar. Há quem diga que não vive sem eles. Há falsos e há amigos que não são somente amigos, são irmãos, ou mais que isso. Não importa a distância, idade ou gênero, amizade existe entre qualquer circunstância. Amigo louco, quieto, irado e educado, seja como for, será sempre verdadeiro e companheiro. Ame-o como seus avos e valorizem-no como seus pais, pois sempre serão sua segunda família. <3

sexta-feira, 15 de março de 2013

É complicado


É complicado, quero fugir... Mas também quero lutar. Eu te amo e você sabe, mas já não aguento essa agonia, isso tá acabando comigo, me destrói cada vez mais, e o que me fortalece é saber que eu ainda posso te ver, posso ouvir pouco da tua voz. Só você não percebe que eu preciso cada vez mais do teu abraço e o quanto eu queria saber se você vai sentir a minha falta. Esse amor é tão grande que não me deixa desistir de “nós”. Mas é tão impossível que eu percebo que só vou conseguir te esquecer, no dia em que meu coração parar de bater...

quarta-feira, 13 de março de 2013

Faz Parte


Vai devagar… Pensa duas, três, quatro, quantas vezes forem necessárias pra não fazer bobagem. Cuida do teu coração, cuidado com quem você deixa entrar. Espera o tempo passar. Acredita menos… As pessoas não são tão legais quanto aparentam ser. Quem acredita menos, sofre na mesma proporção. Até quando você achar que é verdade, desconfie um pouquinho. Faz bem não se entregar totalmente logo de cara. Se arrisca mais, por você. Tenha coragem para dizer tudo que tens aí guardado. Seja forte para conseguir se manter calada perante alguns instantes. Muda de rumo. Quando te mandarem ir por lá, vai pelo outro caminho. Ou vai apenas, pelo caminho do teu coração. Se você não aguentar mais fingir… Chore. Depois que você acabar de chorar, vai sentir-se mais leve. E então vai levantar a cabeça, lavar o rosto, pôr uma roupa bonita no corpo, um sorriso escandalosamente lindo no rosto e dizer “chega”, que você vai é ser feliz. Eu sei, é assim mesmo. E vai funcionar! Não diga “nunca”, nunca. Irônico, não? Mas não diga. Porque essa vida é incrivelmente engraçada. Mais uma coisa. Você não pode ter medo que as pessoas te machuquem, viu. Porque as pessoas vão te machucar de vez em quando, até mesmo aqueles que você mais confia e admira. Não vão fazer por mal, mas somente porque são humanos. Cometemos erros ridículos com pessoas maravilhosas. Faz parte. Não esquece que cada um é cada um. Somos diferentes. Graças a Deus, somos. Vive um dia por vez, sem pressa e sem querer ser mais rápida que o tempo. E, por favor, vai ser feliz, que tu ainda tem muito por viver.

terça-feira, 12 de março de 2013

Paciência

   Entender que tudo tem seu tempo. Que tudo vem a seu tempo. Dar o tempo necessário. Para crescer. Brotar. Florescer. Aceitar o ciclo da vida. Respeitar o fluxo do tempo. Observar o tempo passar. Esperar o tempo certo. Pra plantar. Pra colher. Pra agir. Pra seguir. Pra aprender.

História errada


   Será que só pra mim é tão difícil assim? Será que é só comigo que isso sempre acontece? Ou melhor, só com a gente? Já não sou apenas eu que acho que combinamos, não mais. Olha, eu sei que dessa vez a culpa ta sendo minha, isso já não é novidade pra você, mas se for pra gente ficar assim, me desculpa, mas não vai dar. A gente nem conversa mais... E imaginar nós dois me faz chorar. Te ver com ela não é legal, você sabe disso, mas eu também tenho culpa nisso. Mas você ...você me deixa confusa sabia? As vezes você tropeça nas próprias palavras, hora é a favor e hora contra, eu não sei quando posso me aproximar de ti. Voltei a sonhar com você essa noite, mas parecia tão real... Tão real e tão incondicional, como eu sei que é, mas ao mesmo tempo, você me faz desistir. E não quero mais insistir... 

Desconcerto


Parece que perdi a direção,
Que caiu o meu chão
Que se diminuiu a respiração
E os batimentos do coração

Parece que estou me perdendo
Sumindo
Caindo
Morrendo

Cada segundo mais aumenta essa vontade...
Essa vontade de gritar
De correr
Fugir
De sumir

E essa saudade?
Essa ansiedade
Essa anormalidade
Isso acaba comigo,
Me corrói, me destrói

Meu coração dói,
Se aperta
 Se espreme em meio a tanto sentimento
Ao pertubamento

E eu?
Eu já não sei
Onde fico
Em meio a toda indecisão
Tanta confusão...

Gossip Girl



“Dizem que, não importa qual seja a verdade, as pessoas vêem o que querem ver. Algumas pessoas podem dar um passo para trás e descobrirem que estavam olhando a mesma cena por todo o tempo. Algumas pessoas podem ver que suas mentiras quase acabaram com elas. Algumas pessoas podem ver o que estava na sua frente o tempo todo. E ainda há aquelas pessoas que correm o máximo que podem para não terem que olhar para si mesmas.”

segunda-feira, 11 de março de 2013

Mude!


  Pare de esperar o tempo passar, e faça dele uma enorme vontade de gritar. Pare de querer mudar, mude, e não ligue pros bobocas que estarão sempre ali pra te julgar! Esqueça os invejosos e tenha tudo o que tem direito. Não esqueça os confrontos, mostre a eles quem você realmente é. Finalmente ESQUEÇA todo esse mal que te prende e te arrasta pro passado, que não te deixa viver. Mude, pule as partes desnecessárias e siga o caminho que você achar melhor. Deixe tudo pra trás, guarde no coração tudo o que gosta e delete o resto da memória. Viva a vida como ela é... Como você quer!

Chorão

 #Chorão

Eterno


"Um verdadeiro amor nunca acaba, apenas o escondemos para que possamos prosseguir a vida, para que possamos conseguir sorrir. Um verdadeiro sentimento nunca some, desaparece ou evapora, ele sempre está ali, escondido, sem que ninguém perceba. A verdade é que um amor nunca tem um fim, mas a realidade é que a vida sempre tem que prosseguir."

Já Não Sei




Em meio a tanta multidão
Sinto no meu coração
Apenas a doce ilusão
Da amarga vontade
De segurar sua mão

Tão perto do inicio
Tanta vontade do fim...
É realmente o que estou a fim
Nesse indicio,
Desse vestígio

Sinto o aperto
Bem aqui no meu peito,
A sensação de desperto
Sobre o meu respeito

Já não sei...
Eu me desesperei,
Não me esperei
Nem me entreguei,
Apenas me guardei


E é nessa solidão
De afins incontáveis,
Do começo ao fim,
Cheia de desafios
Que me espero
Que me entrego
E não te nego.

A inspiração


Eis ai de onde surgiu o nome do meu pequeno blog , uma música feita pelo meu irmão : http://www.youtube.com/watch?v=ObXJVmrGjOk

SEGURE MINHA MÃO – DANIEL MAEDA
  
Acho que estou sonhando
Pois não sinto mais meus pés no chão
Seu sorriso me levando
Nos limites do meu coração

Onde estou não importa mais a direção
Meu amor, só segure a minha mão

REFRÃO
E eu vou te abraçar, e ver de perto seu olhar
e sentir bater seu coração
Com você quero ficar, nesse sonho viajar
E seguirei seus passos nesta canção...

E sinto o vento me mostrando
Que o amor tem sempre o mesmo tom
Da sua voz me alertando
Sobre o que é ruim e o que é bom

Mas o amor segue a sua própria razão
Por favor, só segure minha mão...

REFRÃO
E eu vou te abraçar, e ver de perto seu olhar
e sentir bater seu coração
Com você quero ficar, nesse sonho viajar
E seguirei seus passos nesta canção...