Não fique esperando a oportunidade “certa”, faça o que tem
vontade e se obter resultado positivo, parabéns, caso contrario, tente
novamente. Renove-se. Esvazie o pensamento, não se confunda, pois às vezes o que
fazemos por impulso é melhor do que se pensarmos antes. Mas cuidado, a ilusão é
algo doce, te engana fácil e te deixa de maneira inesperada. Não se estresse,
erros são cometidos diariamente e são normais, mas se o dano causado por ele for
grande, não tenha vergonha. Errar é humano. Ajoelhe-se, peça perdão. Imaginar
ajuda também sabia? Conheça o “inimigo” e saiba quais são seus pontos fracos,
assim fica mais fácil conquistá-lo. Lembre-se, esquecer o passado ajuda no impulso.
domingo, 31 de março de 2013
"outra opção"
Cômico essa sua mudança de humor não?! Hora se entrega,
hora despreza. Não consigo entender... Será raiva ou “outra opção”? Sei que há pessoas
“desinteressadas”, mas a esse ponto é de se desconfiar... É admirável seu comportamento
egoísta e inexplicável sua desonra. Mas saiba que acima de tudo, com o tempo
você verá como é bom ficar aos prantos...
sábado, 30 de março de 2013
Hoje percebi
Hoje eu percebi
que sinto sua falta. Não como um alguém que não aprecia um bom vinho há tempos,
mas como a flor precisa de água para sobreviver. Ver seus olhos, ouvir tuas
risadas e sentir teu perfume. Três maravilhosas coisas que faço sem nem que
você imagine o tanto que me fazem bem. Algumas das coisas que me fazem falta no
dia-a-dia... Apenas conversar contigo já me deixa feliz, você me faz feliz. E confesso, não vejo a hora de te encontrar!
sexta-feira, 29 de março de 2013
Mudar
Pessoas dizem que não devemos esperar mais,
querer mais, que a vida é bela do jeito que está e blá blá blá. Dizem que tudo o
que temos a fazer é agradecer pelo que temos e nada mais. Coitado de quem
pensa assim, viver sempre do mesmo jeito, não tem ânsia de poder melhorar. Não
gosto de rotinas, das mesmas coisas sempre. Tudo precisa mudar de vez em
quando. Ampliar a percepção. Mudanças é o que todos nós precisamos. Não podemos
mais continuar do jeito que estamos.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Ilude e desampara
De vez em sempre nossa própria mente nos
confunde. Primeiro cria expectativas surreais, praticamente impossíveis. Depois
te joga no chão e te diz que nada vale à pena, pois ali não há simplesmente
nada. Brinca conosco sempre dessa maneira. Ilude e desampara. Ilude e
desampara. Ilude, depois desampara. Algo incrível... Deve ser mesmo da natureza
humana, porque não há motivos para sermos maus dessa maneira. Algumas vezes nos
entregamos de corpo e alma e recebemos tanta antipatia. Tanta amargura... Direto do coração, lá do fundo, por medo de magoar o próximo e principalmente a
si mesmo. “Ninguém é frio por opção, e sim por decepção”. É bom parar de pensar
apenas no hoje, temos de pensar no futuro também. Talvez hoje essa seja a
melhor opção, mas e amanhã? Já parou pra pensar nisso? Como será nossa vida sem
o que perdemos hoje? Uma pedra no caminho te derruba, mas também te fortalece!
E mesmo que seja difícil dizer “adeus”, é necessário. Nada é eterno, isso é
fato. Não existe o tal “amor eterno” ou “amizade eterna”. Nada é suficiente
para ser eterno. Sempre tem um final, um caminho diferente. Porque nem sempre a
história termina em “viveram felizes para sempre”.
segunda-feira, 25 de março de 2013
"Não gosto de você"
“Olho pela sacada da minha
casa e vejo você chegando. Corro para o enorme espelho do meu quarto e repito
em mantra: eu não gosto dele, eu não gosto dele, eu não gosto dele... Dessa vez
quero acertar, por isso combinei comigo que, apesar de estar morrendo por você,
não gosto de você... Meu coração dispara, mas eu mando ele parar. Estraguei
todos os meus relacionamentos de tanto que meu coração dispara. Dessa vez quero
acertar, dessa vez quero que alguém fique comigo ao menos um mês sem me achar
louca. Cansei de sempre ser a garota louca que espanta todo mundo... Chega. Dessa vez vou acertar. Não vou
chorar na sua frente porque acho um absurdo estar viva... Não vou beijar sua nuca no meio da noite
e gostar de você como naquela canção do Legião, que diz que é como se não
houvesse amanhã. Eu gosto das pessoas pelo prazer de gostar e não porque deu
tempo de gostar delas. E ninguém entende nada. E todo mundo se assusta. Mas
prometo ser uma mulher normal dessa vez... Você
me salvou. Eu não aguentava mais pensar nos mesmos caras que eram sempre os
mesmos caras.Você é novinho em folha e eu sou louca por você. Mas tudo isso eu
não te conto pra você não achar que eu sou louca. Chega. Dessa vez vou fazer
tudo certo... Porque dessa vez
vou fazer tudo direito. Chega. E você nem sonha que eu sou meio bipolar, quero
ser mãe e acredito no amor da vida. Acredito no amor pra sempre. Acredito em
alma gêmea. Você nem sonha com essas coisas porque só conversamos coisas leves
e engraçadas. Chega de ser a louquinha intensa... E eu corro no espelho de novo
e repito cem vezes que não gosto de você. Não gosto de você. Não gosto de você.
Porque se eu gostar de você, eu sei que você vai embora. E eu simplesmente não
aguento mais ninguém indo embora. Porque nessa vida maluca só se dá bem quem
ignora completamente a brevidade da vida e brinca de não estar nem aí para o
amor. E eu preciso me dar bem e por isso ignoro minha urgência pelo amor.
Porque, se você sentir urgência em mim, vai é correr urgente daqui. Chega...
Estou morrendo de vontade de ser eu, mas ser eu só tem me feito perder e
perder. E eu quero ganhar. Só dessa vez. Chega... Vive um dia e já está bom.
Depois eu demoro semanas pra me levantar, mas pelo menos fui intensa e vivi um
dia. Mas não aguento mais nada disso. Quero viver uma história... Tchau. Peço
pra você ir embora. E você jura que eu não estou nem aí pra você. Melhor assim.
Dessa vez quero fazer tudo certo. Chega de fazer tudo errado. E eu te espio da
janela, indo embora. E quero berrar o quanto gosto de você... Chega. E se você
não se apaixonar por mim mesmo com todo esse teatro de moça banal que eu estou
fazendo, vai ser a prova de que eu precisava pra saber que você realmente vale
a pena.”
domingo, 24 de março de 2013
Apenas aguente
Independente do dia, mês ou ano, a vida vai complicar pra
você. Ela vai te testar, brincar com você. Vai te derrubar e depois te por pra
cima. Você vai descobrir que nem todos estão dispostos a te ajudar como
imagina, e mesmo assim, pessoas vão pisar em você. Com o tempo você descobre
que ninguém é de ninguém, e que a vida SEMPRE vai seguir, independente da maneira,
da sua vontade. Ela vai, sem rumo. Esteja triste, animado, nervoso ou alegre, ela
não para ou deixa de te dar forças. Apenas muda. Não serão pequenas pedras que
vão te tirar de cena. E mesmo que já se passaram muitas, pense que elas apenas
te fortaleceram, e que estão te preparando para as demais. Apenas aguente, você
consegue. Pois saiba que o final valerá à pena.
sexta-feira, 22 de março de 2013
Saudade
Saudade de tudo que já se passou
de tudo que ainda não vi
do que tenho e do que jamais terei.
Saudades do meu amor
Meu amigo
Do colo do meu inimigo.
Saudade daquela amizade
Da nossa felicidade.
Saudade do cheiro da saudade...
quarta-feira, 20 de março de 2013
Como é amar?
“Houve um tempo em que eu acreditava em tudo. Em
mentiras, em promessas, em destino feito por nós mesmos, em estrelas cadentes,
em sorte e azar. Mas uma pessoa mudou isso em mim. Mudou o que eu pensava sobre
tudo, minha visão sobre o mundo. Mudou meus planos, meus princípios e verdades,
meus desejos e vontades. Mudou minha vida, me mudou. Eu acreditava que nós
fazíamos o que quiséssemos, mas aprendi que nada é por acaso. Tudo acontece por
uma razão. Ele era uma pessoa comum, no início. Não era importante, não fazia
falta, mas isso mudou, e talvez tenha sido a melhor coisa que já me aconteceu…
Eu passava por ele, na rua ou em qualquer outro lugar e o cumprimentava apenas
por educação. Era quase todo dia, em quase todo lugar que eu já havia me
acostumado com sua presença. É assim que uma amizade começa, mas não foi assim
que terminou. Dávamos-nos as mãos, como um gesto simples de carinho, que para
nós era comum. Abraçávamos-nos sem malícia. Conversávamos sobre toda e qualquer
coisa. Frequentávamos um a casa do outro, sempre. Todos comentavam e
estranhavam, mas nós não nos importávamos. Certo dia, depois de tantas
conversas, ele me perguntou algo que nunca havia perguntado. Me assustei, não
com a pergunta, mas com a forma como perguntou. Ele costumava falar num tom de
voz baixo, mas sussurrou a pergunta, com a cabeça baixa, sendo que tinha o
costume de olhar nos olhos da pessoa com quem conversava, quem quer que fosse
ela. Ele me perguntou se eu já havia amado alguém. Era estranho, pois não havia
nada que ele não soubesse sobre mim, pensava eu. Apesar de estar espantada,
minha resposta foi sincera e tímida. “Não”, eu disse, observando seu rosto. Ele
gemeu alguma coisa que eu não entendi. Eu o observei por alguns longos minutos.
Queria que aquela imagem ficasse para sempre em minha memória. Quando foi que
eu olhei para ele assim? Quando foi que eu procurei imperfeições nele, e não
encontrei? Como é que eu nunca notei a pinta que ele tinha no queixo, suas
sardas claras, o formato de sua boca ou a mistura de verde e caramelo que seus
olhos tinham? Como foi que eu nunca notei sua beleza? Ele era lindo. Incrível e
absurdamente lindo. Queria ficar ali, para sempre, olhando-o sob a luz clara do
crepúsculo. Suas bochechas coraram, e eu percebi que aquele silêncio já estava
constrangedor. Foi difícil ir embora, mas eu fui. Quando cheguei em casa,
naquela noite, subi as escadas sem hesitar na porta e fui direto ao quarto.
Imersa em pensamentos, deitei na cama, afundando o rosto no travesseiro. O que
estava acontecendo comigo? Senti a necessidade de ouvir a resposta de alguém.
Do meu melhor amigo, talvez. Peguei o telefone e disquei o número sem hesitar.
Ele atendeu rapidamente, com a voz rouca. Eu não disse nada. Algo na voz dele
me imobilizou. Ele também não disse nada. Até o som do silêncio eu podia ouvir;
era constrangedor. Eu quase pude ouvir seus pensamentos, junto a sua
respiração. Queria perguntar mil e uma coisas, mas um nó se formou em minha
garganta. Depois de alguns minutos, consegui falar. “Como é amar?”, perguntei num
sussurro fraco e rouco. Foi meio estranho perguntar. Um silêncio cruel e
doloroso preencheu o ar. Queria acreditar que o som que rompeu esse silêncio,
não era o som de suas lágrimas. Alguns outros minutos de silêncio se seguiram.
“Ouvi falar que é estranho. E realmente é…”, ele começou. Esperei. “Ouvi falar
que a gente perde o chão, que é como se um abismo tivesse se aberto abaixo dos
pés…”, completou. Ele parecia mais seguro agora. “E é assim?”, perguntei.
“Comigo foi diferente. Foi como se, pela primeira vez, o chão estivesse ali.
Como se eu soubesse que poderia caminhar sem que nada me derrubasse.” Fiquei em
choque, sem conseguir dizer muito. “Quem é ela?”, me arrependi de ter
perguntado. Ele soltou um suspiro pesado. Pude sentir a dor dele. Nós tínhamos
algum tipo de conexão. Se ele sofria, eu sofria também e vice-versa. Não tinha
como evitar. Silêncio. Novamente. Mais um suspiro e percebi que ele não
responderia. Enfim, ele desligou. Meus joelhos cederam e as lágrimas escorriam
pelo meu rosto. Não tentei controlar, apenas voltei para a cama e abracei meu
travesseiro. Percebi, então, que não era o travesseiro que eu sentia a
necessidade de abraçar. Eu não tinha idéia do que estava acontecendo comigo.
Queria tê-lo por perto, para que ele pudesse me abraçar e confortar, com uma
intensidade que nunca desejei antes. Eu já estive apaixonada antes, mas nunca
foi assim, tão forte que me fez chorar. A vontade de tê-lo comigo, quase me fez
levantar imediatamente e ir atrás dele. E então eu adormeci. No outro dia, acordei
com olheiras profundas e pesadas. Havíamos combinado que nos veríamos nesse
dia, como de costume. Eu estava tão feliz, tão animada com a idéia de que veria
ele novamente que, depois de passar horas em frente ao espelho, achei que
estava realmente bonita. Mas ele não apareceu. Esperei por alguns minutos. Nada
de ele chegar. Eu não conseguia acreditar que ele não estava ali. Só conseguia
pensar que alguma coisa tinha acontecido. Ele não teria esquecido, nem tampouco
feito para me magoar. Liguei para ele. Ele não atendeu. Estava começando a me
preocupar, então liguei na casa dele. Sua mãe atendeu, e me disse que ele havia
saído algumas horas atrás; nervoso e sem dizer para onde ia. Só havia dois
lugares para onde ele ia quando estava nervoso. Para a minha casa ou para um
prédio abandonado, onde ele gostava de ir para pensar. Se ele não estava
comigo, ele só poderia estar lá. Fui até lá, sem pensar em outras hipóteses.
Quando cheguei me senti aliviada por encontrá-lo. Ele estava de costas e não me
viu. Queria me aproximar e perguntar o que estava acontecendo, mas não disse
nada, apenas fiquei parada, olhando para ele. Ele ficou de pé, depois se virou
para mim. Seus olhos estavam cheios de lágrimas. Era quase impossível controlar
o impulso de sair correndo e abraçá-lo. Quando dei alguns passos à frente, ele
ergueu a mão direita, como se estivesse pedindo que eu parasse, e então parei.
“Não podemos mais nos ver”, sussurrou, tão baixo que foi difícil ouvir. Talvez
tenha sido difícil pelo fato de eu não querer ouvir. Demorei alguns longos
minutos para digerir aquelas palavras e a forma como ele disse num tom de voz
frio e rude. “Você não me verá mais. Eu prometo”, continuou, com o mesmo tom de
voz. “Não! Por favor, não!”, tentei gritar, mas o nó que se formou em minha
garganta impediu que minha voz saísse no tom de voz que eu queria. Disparei em
sua direção, envolvendo-o em meus braços com a maior força que pude. Eu estava
chorando. Ele não disse nada, e eu daria tudo para saber o que ele estava
pensando. “Por favor, não faça isso”, sussurrou com a voz rouca, entre soluços
pesados. Eu não tinha idéia do que ele queria dizer, mas não me importava com
quaisquer que fossem suas intenções. Eu não me afastaria dele. Então seus
joelhos cederam e ele caiu ao chão, junto aos meus pés. “Me diga o que
aconteceu, quero te ajudar, por favor, deixe-me ajudá-lo”, eu disse, baixo, mas
ele ouviu. Ele não me respondeu, e ainda soluçava. “Eu preciso que você me
diga”, insisti. Ele se levantou com muito esforço, olhou em meus olhos e
segurou minhas mãos com força. Alguns minutos se passaram até que ele falasse.
Meu coração parou por um instante, depois acelerou desesperadamente. Se um
coração ao se partir emitisse algum som, acho que aquele era o som. As palavras
que se seguiram, como o som de um vidro ao quebrar, ecoavam em minha mente.
“Eu…”, hesitou por alguns segundos “… amo você. É por você que eu ainda estou
vivo, mas acho que isso já é meio óbvio. Eu lhe peço, que, para o seu melhor,
se afaste de mim”. Já se sentiu como se tivesse muitas coisas para falar e
mesmo assim não conseguisse dizer nada? Eu estava assim. Perplexa. Paralisada.
Imóvel. Então era a mim que ele amava? Desde quando? Como? Ele pareceu entender
meus pensamentos, pois respondeu rapidamente. “Eu não sei como ou quando
aconteceu, mas aconteceu, e agora eu estou aqui, te envolvendo cada vez mais
nisso e te pedindo para se afastar de mim. Será melhor para você”. Por quê? Por
que ele estava dizendo aquilo? Inspirei e expirei algumas vezes, para me
acalmar. Não adiantou. “Você não quer isso… Se afastar de mim. Você não quer…”,
consegui, enfim, dizer. Não era uma pergunta. Ele virou o rosto, sem conseguir
fitar meus olhos outra vez. “Não…”, sussurrou. “… e talvez esse seja meu lado
masoquista”. Não queria que ele se sentisse daquele jeito, queria fazer alguma
coisa para acabar com a dor dele. Por que eu senti vontade de correr e saltar
daquele prédio? Por que meu coração doía tanto? Por que eu estava me sentindo
daquele jeito? O que eu estava sentindo, afinal? Abracei-o com força, mas ele
lutava para se desprender de meus braços. Eu queria mantê-lo para sempre ali,
aninhado em meu peito, para tentar acalmá-lo e desejei que ele nunca fosse
embora. A idéia de sua partida me fez derramar lágrimas, novamente. “Eu nunca
vou te deixar, nunca! Entendeu seu idiota? Não vou deixar você ir assim”. Ele
não fez piada daquilo, mas parou de lutar. Olhou em meus olhos, o que me fez
tremer. Segurou meu rosto entre as mãos, acariciando-o por um instante, depois
aproximou seu rosto do meu. O contato de nossas peles me fez tremer. Segundos
depois senti seus lábios nos meus; eram quentes e doces. O sabor mais doce
entre todos os beijos. Não queria que aquele momento acabasse nunca. E quando
se afastou, forçou um sorriso e disse, com a voz fina e baixa, “adeus”. Não o
vi sair, minhas pernas prenderam-me ao chão. O que estávamos fazendo? Não
devíamos ter feito aquilo, não era certo. Eu não deveria ter gostado daquele
beijo. Nos dias que se seguiram, não nos falamos. Quando eu telefonava, ele não
me atendia e, quando fui até sua casa, não havia ninguém. Pouco menos de uma
semana após sua confissão, uma notícia me abalou. Eu estava em casa, pensando
em onde ele poderia estar, quando minha mãe veio conversar comigo, com os olhos
cheios de lágrimas e uma expressão de dor. Tentei imaginar o que era, e quando
ela me disse, senti muitas coisas ao mesmo tempo. Dor, surpresa, preocupação,
saudade, e mais dor. Foi um impacto muito forte. Disparei pela porta e, sem
pensar duas vezes, fui direto ao Hospital, onde, segundo ela, ele estava.
Quando cheguei, o desespero me dominou. Eu já não sabia o que pensar, ou o que
deveria fazer, mesmo assim entrei. Tentando me controlar, fui até a recepção e
perguntei por ele, dando à recepcionista seu nome. Ela me indicou o número do
quarto e disse que talvez ele não pudesse receber visitas. Não me importava, eu
precisava vê-lo. Procurei o quarto, e, assim que o encontrei, bati na porta.
Ninguém abriu. Bati novamente e abri a porta. Ainda sem entrar, olhei o quarto
e não havia ninguém além dele. Entrei. Ele estava lá, de costas para mim.
Esperava que ele estivesse acordado, então ele se mexeu. Ele olhou por sobre o
ombro, depois abaixou a cabeça novamente. “Sabia que não demoraria a me
encontrar”, disse, com a voz mais baixa que de costume. “Por que você está
aqui?”, perguntei. “Muitos motivos…”, sua voz falhava. Fui até ele e me sentei
a sua frente, para que conseguisse ver seu rosto. Ele me olhou por alguns
segundos, depois fechou os olhos. Seu corpo estava cheio de hematomas, manchas
escuras. Talvez ele não quisesse me dizer, mas eu precisava que ele me
dissesse. “Você não está bem, não é?”, perguntei, sabendo que a resposta era
não. Ele abriu os olhos e sorriu. Seu sorriso acendeu uma espécie de calor em
mim, como se aquilo fosse parte vital de mim. Dei a volta na cama e me deitei
ao seu lado, pondo a mão em sua cintura. Ele segurou minha mão e, assim que o
fez eu percebi que sua pele estava muito fria. Pude perceber, também, que ele
respirava com dificuldade. Eu não queria acreditar no que estava acontecendo.
“Eu vou morrer”, ele disse num tom de voz totalmente frio. Eu estava chorando,
de novo. “Não, você não vai. Não vou deixar isso acontecer”, tentei dizer,
lutando para engolir o nó em minha garganta. Ele riu, o que me fez chorar ainda
mais. “Você terá que aprender a viver sem mim garota…”, percebi que ele estava
sorrindo, como se achasse graça de tudo que estava acontecendo. Aquilo me
irritou um pouco, mas não disse nada. Seu corpo enrijeceu por um momento,
depois tremeu, o que me assustou um pouco. “Isso é normal”, ele disse, como se
tivesse lido meus pensamentos outra vez. “Foi por isso que você pediu que para
que eu me afastasse de você?”, perguntei. Ele não respondeu. Seu silêncio era
constrangedor. O único barulho que podíamos ouvir, era o dos aparelhos ao seu
lado. “Vou sair daqui amanhã”, disse ele, depois de tanto tempo em silêncio.
Quase me animei. “Quero ir para casa, ficar perto da minha família”. Esse foi o
término do meu ânimo, quando entendi o que ele queria dizer. Não questionei,
apenas o abracei com mais força. E foi assim que aquele dia se seguiu. Fiquei
com lá até um pouco depois de ele ter adormecido. Eu chorava só de olhar para
ele, só de pensar em perdê-lo. Sua mãe estava lá também e, por esse motivo, consegui
ir para casa. Eu não pensava em mais nada, o dia todo. Eu só saía daquele
Hospital quando ia para casa, à noite. Não conseguia imaginar minha vida sem
ele. No dia que ele foi para casa, todos foram ao Hospital. Amigos, familiares,
conhecidos, etc. Muita gente gostava dele, ele era uma pessoa muito especial.
Ele teve um pouco de dificuldade para caminhar até o carro, e sua mãe estava ao
seu lado, como apoio. Ver aquela cena me fez perceber o quanto eu o amava, o
quão importante ele era para mim e o quanto eu queria que ele ficasse. Quando
ele voltou para casa, quase nada havia mudado entre nós. Era quase como antes,
nós ainda xingávamos um ao outro, discutíamos sobre seu gosto musical e ele
ainda criticava meu cabelo cobrindo meu olho. Era bom vê-lo comigo, fazê-lo
sorrir enquanto podia. Eu sentia como se tivesse um prazo de vida. Não só da
dele, mas da minha também. Parecia que não existia vida sem ele. Acho que fomos
“levando” a situação. Um dia, depois de eu ter criticado bastante a música que
ele estava ouvindo, ele parou, me olhou e sorriu como na noite em que eu
descobri que o amava. “O que foi?”, perguntei constrangida. “Vou sentir sua
falta, onde quer que eu esteja”. Retribuí o sorriso e, por mais que já
estivesse me acostumando com as lágrimas, senti meu coração apertar com cada
lágrima que eu derramava. Na manhã seguinte recebi um telefonema de sua mãe.
Ele havia piorado, e foi levado novamente para o Hospital. Fui até lá assim que
soube. Quando o vi, meu coração disparou. Ele mal conseguia falar, então não
exigi esforços dele. Fiquei sentada ao seu lado, falando com ele, sem esperar
resposta. Eu estava falando com ele, sobre coisas do nosso passado, quando ele
me interrompeu. “Você fica linda quando prende o cabelo”, disse ele, sorrindo.
Sabia que ele havia reparado em meu cabelo, só não esperava que ele falasse
disso. Reprimi o riso e apenas sorri para ele. Ele segurou minha mão e a
apertou, usando a maior força que pôde. Beijei sua testa, depois seus lábios.
Ele sorriu. Ele me pediu para que eu cantasse uma música para ele e, apesar de
eu não gostar daquele estilo de música, sussurrei-a em seu ouvido. Então ele
fechou os olhos… e nunca mais os abriu. Ele faleceu naquela noite, em meus
braços. Parece horrível, eu sei, mas para mim não foi. Foi como se eu o
estivesse ninando durante a noite, e ele estivesse num sono profundo. Eu sei
que ele estava feliz em meus braços, e eu estava feliz também. Foi difícil para
mim, deixá-lo ir, mas agora é como se ele nunca tivesse partido. E quando me
perguntam onde é que meu amor está, eu sempre respondo a mesma coisa:
“Independente de onde ele estiver, ele está esperando e olhando por mim, e
nosso amor estará para sempre vivo nos corações daqueles que fizeram parte
dessa história. Eu sinto que ele ainda está em mim, e para sempre estará”.”
terça-feira, 19 de março de 2013
A gente é assim
Querendo ou não, a gente é assim mesmo. Se alimenta de esperanças sobre algo que não tem nenhuma chance de dar certo. Se alimenta de amores inexistentes e de palavras que não dizem nada. Somos assim. Criamos coisas nas nossas cabeças. Ilusões e mais ilusões pra fugir da realidade que nos quebra e nos destrói pouco a pouco, todos os dias.
segunda-feira, 18 de março de 2013
O que é de fato mais importante
Leva-se algum o tempo
para perceber... O que é de fato
mais importante. Às vezes enxergamos melhor de longe, ou não?! Mas... O que vale são
nossas descobertas e essas são apenas algumas, somos eternos aprendizes.
Poder sentir,
estar, desejar, amar, rir, chorar, viver... é uma dádiva divina. E isso é compartilhado
com pessoas que nos permitem ir além... Nossa Família é uma base, a qual nada pode
destruir independente, é fato, é nossa história; é nossa Vida! E quando construímos
a nossa, gostaríamos de ler isso de futuras gerações. Ter amigos é
entender que não somos nada sem eles! Lembrar das coisas mais bobas e se sentir
feliz por ter vivido aquele dia com pessoas tão incríveis! E sem fé é impossível
se chegar a lugar algum... Sabe é muito bom quando você passa a perceber o que
dá um sentido especial na sua vida... Compreender o que te faz feliz, se sentir
alegre com a felicidade alheia, estamos longe de fato, mas não há distancia que nos separe de quem se ama, isso quer dizer saudades, ter independência tem seu
preço e seu valor, onde o melhor lugar do mundo é sua casa, seja um castelo ou
uma casa pequenina, não importa, perseverança é o que nunca deve faltar, porque sempre há uma luz no fim do túnel, e quem disse que sonhar é para tolos?
Sonhar é arte dos sábios, o descuido te afasta de seus amigos mas isso não faz
eles deixarem de ser seus bons e velhos amigos, entender que precisamos perdoar
e muitas vezes ser perdoado. É preciso ter coragem para prosseguir e
determinação para superar cada momento difícil, e o melhor, não estamos
sozinhos, tem alguém que não te deixa cair ou se cair te dá forças para
levantar. Esse é Deus na
nossa vida. Saber disso é fácil, mas, compreender e melhorar nossas atitudes exige
mais de nós mesmos.
domingo, 17 de março de 2013
Eu só queria
Eu só queria que você se importasse comigo, sentisse minha
falta, ficasse com saudades do meu perfume, querendo escutar minha voz. Queria
me olhasse em meus olhos, querendo dizer algo somente pra mim... Queria que me
abraçasse de repente, que me pedisse uma música ou algum poema. Eu queria ser
importante pra você. Só queria que você me amasse.
Amar é
Amar não é ser eterno. Amar é ser intenso, verdadeiro, fiel,
principalmente interno, amor que se sente lá no peito, mas que também se
demonstre... Amor que permita sentir ciúmes e carinhos, beijos e abraços,
brigas e amassos, a saudade e aquela ansiedade. Amar é como se ter uma pedra
preciosa e brilhante, você sempre quer ela por perto, que é sua, sempre sua,
somente sua. Amor não é apenas uma palavra, é um sentimento, ou mais que isso,
amor é querer construir uma só vida, contar mais e mais histórias. Amar é um
dom. Amar é como voar, onde estamos sempre procurando um lugar para pousar.
sábado, 16 de março de 2013
Amigos
Amigos. Há
quem diga não precisar. Há quem diga que não vive sem eles. Há falsos e há
amigos que não são somente amigos, são irmãos, ou mais que isso. Não importa a
distância, idade ou gênero, amizade existe entre qualquer circunstância. Amigo
louco, quieto, irado e educado, seja como for, será sempre verdadeiro e
companheiro. Ame-o como seus avos e valorizem-no como seus pais, pois sempre
serão sua segunda família. <3
sexta-feira, 15 de março de 2013
É complicado
É complicado, quero fugir... Mas
também quero lutar. Eu te amo e você sabe, mas já não aguento essa agonia, isso
tá acabando comigo, me destrói cada vez mais, e o que me fortalece é saber que
eu ainda posso te ver, posso ouvir pouco da tua voz. Só você não percebe que eu
preciso cada vez mais do teu abraço e o quanto eu queria saber se você vai
sentir a minha falta. Esse amor é tão grande que não me deixa desistir de
“nós”. Mas é tão impossível que eu percebo que só vou conseguir te esquecer, no
dia em que meu coração parar de bater...
quarta-feira, 13 de março de 2013
Faz Parte
Vai devagar… Pensa duas,
três, quatro, quantas vezes forem necessárias pra não fazer bobagem. Cuida do
teu coração, cuidado com quem você deixa entrar. Espera o tempo passar.
Acredita menos… As pessoas não são tão legais quanto aparentam ser. Quem
acredita menos, sofre na mesma proporção. Até quando você achar que é verdade,
desconfie um pouquinho. Faz bem não se entregar totalmente logo de cara. Se arrisca mais, por você. Tenha coragem para dizer
tudo que tens aí guardado. Seja forte para conseguir se manter calada perante alguns
instantes. Muda de rumo. Quando te mandarem ir por lá, vai pelo outro caminho.
Ou vai apenas, pelo caminho do teu coração. Se você não aguentar mais fingir…
Chore. Depois que você acabar de chorar, vai sentir-se mais leve. E então vai
levantar a cabeça, lavar o rosto, pôr uma roupa bonita no corpo, um sorriso
escandalosamente lindo no rosto e dizer “chega”, que você vai é ser feliz. Eu
sei, é assim mesmo. E vai funcionar! Não diga “nunca”, nunca. Irônico, não? Mas
não diga. Porque essa vida é incrivelmente engraçada. Mais uma coisa. Você não
pode ter medo que as pessoas te machuquem, viu. Porque as pessoas vão te
machucar de vez em quando, até mesmo aqueles que você mais confia e admira. Não
vão fazer por mal, mas somente porque são humanos. Cometemos erros ridículos
com pessoas maravilhosas. Faz parte. Não esquece que cada um é cada um. Somos
diferentes. Graças a Deus, somos. Vive um dia por vez, sem pressa e sem querer
ser mais rápida que o tempo. E, por favor, vai ser feliz, que tu ainda tem
muito por viver.
terça-feira, 12 de março de 2013
Paciência
Entender que tudo tem seu tempo. Que tudo vem a seu tempo. Dar o tempo necessário. Para crescer. Brotar. Florescer. Aceitar o ciclo da vida. Respeitar o fluxo do tempo. Observar o tempo passar. Esperar o tempo certo. Pra plantar. Pra colher. Pra agir. Pra seguir. Pra aprender.
História errada
Será que só pra mim é tão difícil assim? Será que é só
comigo que isso sempre acontece? Ou melhor, só com a gente? Já não sou apenas eu
que acho que combinamos, não mais. Olha, eu sei que dessa vez a culpa ta sendo
minha, isso já não é novidade pra você, mas se for pra gente ficar assim, me
desculpa, mas não vai dar. A gente nem conversa mais... E imaginar nós dois me
faz chorar. Te ver com ela não é legal, você sabe disso, mas eu também tenho
culpa nisso. Mas você ...você me deixa confusa sabia? As vezes você tropeça nas
próprias palavras, hora é a favor e hora contra, eu não sei quando posso me
aproximar de ti. Voltei a sonhar com você essa noite, mas parecia tão real...
Tão real e tão incondicional, como eu sei que é, mas ao mesmo tempo, você me
faz desistir. E não quero mais insistir...
Desconcerto
Parece que perdi a direção,
Que caiu o meu chão
Que se diminuiu a
respiração
E os batimentos do
coração
Parece que estou me
perdendo
Sumindo
Caindo
Morrendo
Cada segundo mais
aumenta essa vontade...
Essa vontade de
gritar
De correr
Fugir
De sumir
E essa saudade?
Essa ansiedade
Essa anormalidade
Isso acaba comigo,
Me corrói, me
destrói
Meu coração dói,
Se aperta
Se espreme em meio a tanto sentimento
Ao pertubamento
E eu?
Eu já não sei
Onde fico
Em meio a toda
indecisão
Tanta confusão...
Gossip Girl
“Dizem que, não importa qual seja a
verdade, as pessoas vêem o que querem ver. Algumas pessoas podem dar um passo
para trás e descobrirem que estavam olhando a mesma cena por todo o tempo.
Algumas pessoas podem ver que suas mentiras quase acabaram com elas. Algumas
pessoas podem ver o que estava na sua frente o tempo todo. E ainda há aquelas
pessoas que correm o máximo que podem para não terem que olhar para si mesmas.”
segunda-feira, 11 de março de 2013
Mude!
Pare de esperar o tempo passar, e faça dele uma enorme vontade
de gritar. Pare de querer mudar, mude, e não ligue pros bobocas que estarão sempre ali pra te julgar!
Esqueça os invejosos e tenha tudo o que tem direito. Não esqueça os confrontos,
mostre a eles quem você realmente é. Finalmente ESQUEÇA todo esse mal que te prende e te arrasta pro
passado, que não te deixa viver. Mude, pule as partes desnecessárias e siga o caminho que você
achar melhor. Deixe tudo pra trás, guarde no coração tudo o que gosta e
delete o resto da memória. Viva a vida como ela é... Como você quer!
Eterno
"Um verdadeiro amor nunca acaba, apenas o escondemos para que
possamos prosseguir a vida, para que possamos conseguir sorrir. Um verdadeiro
sentimento nunca some, desaparece ou evapora, ele sempre está ali, escondido,
sem que ninguém perceba. A verdade é que um amor nunca tem um fim, mas a
realidade é que a vida sempre tem que prosseguir."
Já Não Sei
Em meio a tanta multidão
Sinto no meu coração
Apenas a doce ilusão
Da amarga vontade
De segurar sua mão
Tão perto do inicio
Tanta vontade do fim...
É realmente o que estou a fim
Nesse indicio,
Desse vestígio
Sinto o aperto
Bem aqui no meu peito,
A sensação de desperto
Sobre o meu respeito
Já não sei...
Eu me desesperei,
Não me esperei
Nem me entreguei,
Apenas me guardei
E é nessa solidão
De afins incontáveis,
Do começo ao fim,
Cheia de desafios
Que me espero
Que me entrego
E não te nego.
A inspiração
Eis ai de onde surgiu o nome do meu pequeno blog , uma música feita pelo meu irmão : http://www.youtube.com/watch?v=ObXJVmrGjOk
SEGURE MINHA MÃO – DANIEL MAEDA
Acho que estou sonhando
Pois não sinto mais meus pés no chão
Seu sorriso me levando
Nos limites do meu coração
Onde estou não importa mais a direção
Meu amor, só segure a minha mão
REFRÃO
E eu vou te abraçar, e ver de perto seu olhar
e sentir bater seu coração
Com você quero ficar, nesse sonho viajar
E seguirei seus passos nesta canção...
E sinto o vento me mostrando
Que o amor tem sempre o mesmo tom
Da sua voz me alertando
Sobre o que é ruim e o que é bom
Mas o amor segue a sua própria razão
Por favor, só segure minha mão...
REFRÃO
E eu vou te abraçar, e ver de perto seu olhar
e sentir bater seu coração
Com você quero ficar, nesse sonho viajar
E seguirei seus passos nesta canção...
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